Tudo um dia acaba, vai-se embora, desaparece ou simplesmente é esquecido. No meu caso há muitas, inúmeras coisas que desejo serem esquecidas, quase anos inteiros de dor e incompreensão interna. Brigas, inúmeras brigas com espelhos de todos os tipos, da minha casa, das lojas e aqueles que na verdade são janelas. A gente deve esquecer muita coisa para poder continuar, não esquecer mas pelo menos colocar uma 'pá de cal, fechar o livro antes mesmo de virar a página. Acho que ficou óbvio o motivo deste post. Mais um ano e mais um blog que abandono. Sou assim, uma andarilha virtual, preciso sair por aí distribuindo minhas palavras, recontando minhas histórias, dividindo meus sentimentos. O engraçado é que dividir sentimentos não é muito lá meu forte apesar de eu fazê-lo constantemente. A verdade é que eu não sou apenas uma, sou várias. Sou deprimida, mas conhecida como a pessoa mais engraçada com quem você poderia conversar. 'São as coisas de Deus', diriam minha mãe, minha tia e minha avó. Não sou lá muito crente em Deus, pelo menos no católico, passei muito mal na minha primeira eucaristia e considerei isso um sinal. Acredito nas coisas pela metade pois só assim consigo aceitá-las. Hoje, hoje para mim é um marco, uma nova conquista, algo que eu nunca pensei em começar a fazer não fosse o apoio daquelas mãozinhas juntas de um post distante. Mas, comecemos antes com uma história.
Eu gosto de andar de ônibus, sei que para muitos representa a maior chatice mas para mim não, significa liberdade. Liberdade de ir e vir por uma cidade em que é a minha mas é pouco explorada por mim. Liberdade para fazer as coisas que quero no horário que quero. Não preciso depender de alguém a não ser do motorista. Gosto de sentar em um banco próximo a janela e observar a cidade, gosto principalmente das praças. Tão cheias de árvores e calmas, tão belas. Mas hoje o que me levou ao meu destino, meu separador de águas, foi o carro do meu pai. Cheguei lá. Uma construção bem bonita, um tom de azul pálido e uma arquitetura antiga, aconchegante. Sentei-me em uma das cadeiras, dei meus documentos. Por um instante meu destino não pôde se completar. O motivo? Minha pouca idade. Mas após uma ou duas horas de espera eu pude entrar. Foram poucas as vezes que sentir meu coração bater tão forte e como todas elas de alguma forma foram esquecidas ou passaram rápido e devagar. Sentei em uma cadeira, fui questionada, falei pouco. Tanto deveria ter-se dito. Tantas coisas, mas falei apenas aquelas que me pareceram interessantes, rápidas. Acho que meu desconforto foi notado, não me fizeram demorar. O diagnóstico foi preciso. Veio com ele a fala:'Vamos botar um colorido nessa vida'. Com isso vem o fim. Sim, o fim desse blog, dessas lembranças tristes, dessas palavras chorosas. Farei outro, claro. Provavelmente haverá muitas palavras tristes ainda, muitas recaídas. Mas a chance de mudar e continuar mudada está mais perto do que nunca. Sim, essa pessoa afetada que vos fala vai finalmente tratar de suas afetações. Não deixarei aqui o endereço para o novo blog. O título 'Esquizofrenia Coletiva' vai ser apagado, é preciso colocar um colorido nessa vida. 'Tá tão preto e branco não é?'
O blog será apagado em breve, obrigada aos que comentaram.
O ano de 2009 foi bastante sofrido. Sim, estudar por mais se seis horas diárias, estudar no final de semana e no meio da semana. Descansar sim, mas nunca demais para não perder o fôlego. Estudar era a regra e viver uma exceção. Há quem diga que eu sou ingrata por dizer isso. Pois bem, 2009 me serviu para algo, mostrar o quão ingrata eu sou. Um ano intercalado por muitas lágrimas e um tanto de risadas e uma pitada de amor. Um ano que finalmente foi embora e do qual só agora eu comento algo aqui. Não importa, não importa quantos estejam lendo ou quantos comentam. É essa a verdade. Escrevo e sempre escrevi de vazio porque jamais consegui preenchê-lo de outro modo. Querer ser considerada uma escritora pelos meus períodos curtos é bobagem, sonhar demais, mas isso não me deixa parar de imaginar um capa de livro com meu nome ou um blog maior e comentado. A gente tem cabeça e vazio para que? A pessoa afetada que vos fala cansou de ter 'isso é besteira' como resposta aos meus sentimentos e ânsias. Agora enquanto escrevo ainda sinto o ressoar dessa palavrinha irritante. Não importa, a questão mesmo é que em algumas semanas eu serei universitária. Estudarei Direito, acham que algum dia darei uma boa advogada, promotora ou juíza? Quem sabe... mas a coisa mais legal ainda é que eu também vou estudar Biologia,sim, sim senhor. Essa pessoa afetada que vos fala vai ser bacharel (será que tem feminino para isso?) em Direito e Biologia. Em breve meus textos estarão cheios de jargão jurídico e biológico (estranho...), talvez eu fique mais afetada, talvez eu renasça como a louca que seguiu duas carreiras completamente diferentes. Por isso o band-aid na sombracelha, aqui ao invez de rasparem a cabeça, as moças raspam parte da sombrancelha e colocam um band-aid. Já eu não raspei, apenas coloquei um band-aid da florzinha, o qual joguei de raiva no chão de uma longa avenida... mas isso é história para ser esquecida ou pelo menos colocada de lado por algum tempo. Bem, sem mais delongas. Coloco a mão no peito e grito de forma muda: "Sou duplo-universitária!"
~ If was young I'd flee this town I'd paint my dreams underground...
Eu quero abraçar o mundo. Abraçar e dançar com ele, docemente, alegremente, apaixonadamente. É nessa inconstância de sentimentos que eu me deleito. Quero gozar prazeres nunca antes experimentados. Deixe-me dançar, ser livre. Quero uma saia bem longa e rodada,com muitos babados para dançar e dançar. Quero meus cabelos soltos ao vento, com cachos de mola a oscilar. Deixe-me amar. Quero beijar até perder o fôlego e fazer amor até perder as forças. Quero me sentir humana e amada, sentir esse amor dentro de mim crescer e transbordar por todos os meus poros e inundar tudo ao meu redor. Quero gargalhar até chorar, abraçar até sufocar. Vamos, me abrace. Compartilhe comigo esse sentimento doce, tão doce. Vamos rodar, vamos rodar comigo de mãos dadas. Não tenha medo de ficar tonto, não vou soltá-lo. Venha rir comigo, sentir a grama nos pés. Sentir o ar nos pulmões e a vida pulsar em meu coração. Como ignorar esse sentimento pulsante, anestesiante, avassalador. Vamos cantar com os anjos e dançar com as fadas. Não consigo parar, de repente tomou conta de mim. Esse sentimento tão delicioso, tão gostoso. Está transbordando, transbordando. Quero rir, deixe-me dançar, quero pular, quero voar, alcançar as estrelas e poder sussurrar meus pedidos para elas.
Vejo-me deitada na areia da praia, acordando de um sono delicioso. Sentindo o aroma do mar, a areia em meu corpo. Vejo-me sorrir para o mundo, vejo-me com uma longa saia. A natureza me acordou e está na hora da fazer a minha parte. Dançar e dançar sem nunca parar. Com os braços voltados para o céu eu saúdo o infinito e deixo-o tomar conta de mim. É esse amor pulsante que me faz dançar, me faz rodar a minha saia e oscilar meus cachos. Como negá-lo, como dizer não a ele? Vem, vem comigo. Não, não consigo parar, não me faça parar, dance na mesma melodia que eu.
Então é assim. Véspera de ano novo, uma praça, pessoas reunidas, clima frio. As pessoas se sentam para esperar o show, conversam, bebem, comem. E entre essas inúmeras pessoas existe uma menina. Diferente das outras crianças, ela está sentada de braços cruzados e com um olhar triste. Vestida de branco, com os cabelos presos em um coque ela mais parece um anjinho. Para completar ela tem lindos olhos vivos, cabelos castanhos escuros e a pele clara.
Mas a questão é: véspera de ano novo e ela tão triste assim. De bracinhos cruzados ela observa as crianças brincando em uma área central, onde ficaria o público para o show. Ela observa, observa e mais uma vez pede para a mãe:'Deixa eu brincar?' "Não!' 'Mas brincar é bom...' 'Já disse que não!'. Então a menininha fica aflita, triste, prestes a chorar. Do lado dela, não muito distante está uma outra menina, mais crescida porém. Ela não parecia estar lá tão feliz, mas aquilo tudo teria sido fruto de um ano cheio de coisas não muito felizes. Ela estava com um vestido verde, meia calça preta e tinha os cabelos presos com uma presilha. Observava, tão anguistada quanto, a menininha pedindo incasavelmente a permissão da mãe para ir brincar. Cada vez essa permissão lhe era negada com mais rudeza e ambos corações se angustiavam. O da menina por ver suas colegas brincarem, por já ter chamado uma delas e a mesma não querer ir. O da menina grande pelo simples fato de ver a semelhança entre duas meninas tão distintas. Aí vinha uma vontade de falar com a mãe, que diga-se de passagem mais parecia a bruxa má. Dizer que aquele reveillon presa ficaria para sempre na memória dela e que mais tarde ela iria descontar aquilo em outro lugar, para ter a alegria de brincar como não brincou. Dizer que menina presa não dá certo não, que é que nem areia em mão cerrada, acha lugar para escapolir. E quando escapole não volta mais, ou volta machucada, magoada. Dizer que a prisão de hoje pode ser da mãe mas a de amanhã pode ser por um marido que prometeu liberade e depois tirou. Dizer do primeiro beijo escondido e da perca da virgindade doída que marcavam tanto essa falta de liberdade, essa vontade de sentir o vento lá fora e a vontade de quebrar as barreiras.
A menina então foi brincar e a menina grande se sentiu feliz, finalmente ambas poderiam descansar. Mas logo a bruxa má chamou, chamou várias vezes e de forma tão rude. Quando a menininha chegou além de uma bronca tomou um tapa. Céus, pobre garotinha. Quando for maior vai tomar tapas maiores, ter dores maiores e mágoas piores. E a angústia ia crescendo e o ano escorrendo.
Foi quando ela não viu mais a garotinha ao seu redor. Procurou e não viu, imaginou-a triste tirando sua roupinha de reveillon e indo dormir sem nem ver os fogos, tão bonitos os fogos da passagem, coloridos e barulhentos que só eles...
E foi aí que a menina grande entendeu. Aquela menina que um dia fora já não mais voltaria, não adiantava lembrar, não adiantava querer salvar outras meninas. Quem sabe se aquela fosse salva ali, naquele momento, talvez ela não desse tanto valor e não fosse uma boa menina. Era preciso torna-se borboleta e para isso o casulo tem que ficar lá naquela folha distante. Não adianta voltar e tentar caber nele, a forma muda, muda mesmo e aí não tem jeito mais. O jeito é aprender com aquela menininha mas só de vez em quando. Deixá-la no passado é necessário, é preciso voar e sentir a liberdade que chega. Então o ano chegou e veio uma vontade louca de chorar, mas os fogos foram bonitos... e a meninha que não viu... haverá outros reveillons, outras chances, outras barreiras.
E que ambas menininhas, a grande e a pequena, tenham uma existência melhor. As barreiras serão mais difíceis mas talvez haja mais força.
Só mais um título clichê para que não passe em branco. Não tenho muito para dizer, estou na serra, deliciando-me com a natureza. Estou a meio passo de ser bióloga, me aguardem. Um feliz ano novo E dessa vez, não ofereço nada para 2010
Proposta por Eistein em alguma década do século passado, essa teoria serviu para muitas outras coisas. Nela surge outra dimensão, a do tempo. Variável assim como a massa e o comprimento dos objetos desde que um deles tenha velocidade comparável a da luz. Sim, a explicação está péssima e qualquer físico de beco iria brigar comigo por dar uma explicação tão ridícula. Mas o que eu quero falar não é sobre essa teoria. Não exatamente.
Para entendê-la é preciso abrir a mente. Sim, abrir a mente e esquecer que as coisas são fixas e imutáveis. Quando na velocidade da luz, tudo muda. O tempo dilata, assim como o comprimento. Massa se transforma em energia e vice-versa. O universo é o limite. Não é tão fácil compreender quando se tem uma mente fechada, uma mente cujo limite de velocidade é de no máximo 300km/h, para essa mente, tal velocidade é extremamente rápida e praticamente inalcansável. Para uma mente tão limitada, jamais um corpo poderia aumentar ou diminuir de tamanho. Mentes limitadas são um atraso. Elas atrasam a ciência, a sociedade, as relações. Estranho pensar assim? Não mesmo. Entender a relatividade é simplesmente saber que tudo é relativo. E tudo realmente é relativo. Para compreendê-la é preciso se desprender de tudo, abrir a mente e deixar-se viajar. Se mais mentes fossem abertas assim, garanto que o mundo seria um lugar melhor, mais habitável. Se mais pessoas fossem capazes de deixar-se levar, desprender-se de tabus e amarras toscas, tentar colocar-se no referencial do outro... caramba, seria um mundo bem legal de se viver.
Por isso aqui fica a minha mensagem de Natal, Ano Novo ou qualquer coisa que outras pessoas comemorem como rito de passagem:
Abram a mente, desamarrem-se, mudem de referencial. A velocidade da luz é para todos, mas nem todos são para a velocidade da luz. Para pertencer a esse grupo é só deixar-se liberar.
Eu sou uma pessoa comum, normal. Alguns me tacham de estranha, louca, grosseira, fria. Mas eu sou somente eu, uma pessoa de 17 anos. Não sou menina e nem mulher, estou no meio de uma ponte confusa e no entanto só quero sentar e observar os peixes a nadar. Posso ser a pessoa mais engraçada do mundo para alguns e ao mesmo tempo a mais irritante e grosseira para outros. As pessoas têm de mim aquilo que é ganho por merecimento. Sou perfeita em todos os meus defeitos, sou a junção de todos os livros, poemas, filmes e músicas que já ouvi e de todas as danças que já dancei. Tenho sonhos, ilusões e a maior parte do tempo estou perdida em pensamentos. Acredito na lei tríplice, acredito nas vozes da minha cabeça e que abraçar alguém quando essa pessoa menos espera é a melhor forma de demonstrar ternura. Acredito que para tudo se tem um preço e as vezes nós simplesmente não podemos pagar pelo que temos. Gosto de ter mais de uma personalidade e confudir as pessoas com isso, gosto de como posso mudar meu humor facilmente, ok só as vezes, gosto de fazer as pessoas rirem. Não de mim, mas comigo. Quero ser sempre a pessoa com quem se pode contar e confiar. Não gosto de pessoas cruéis embora muitas vezes eu seja uma delas, não gosto de hipocrisia e de lugar comum, não preciso ser o centro das atenções para estar satisfeita. Não posso parar, preciso estar em constante movimento ainda que parada. Como disse um grande amigo: 'Sou uma garota agitada de desejos sedentários'. Eu sou tudo isso e talvez mais alguma coisa. Prazer em conhecer.
Aqui, sentada na varanda da minha casa de praia, vejo o tempo passar. Lento, tedioso, levemente frio. Já é noite e as ruas do condomínio estão escuras. Ouço os grilos e a tv lá longe. Lembro-me de horas mais cedo, quando sozinha encarei o mar e me concentrei em seus sons. O som do vento forte a bagunçar os meus cabelos, o som das ondas quebrando... e nada mais. Nada mais além da sensação da areia molhada entre os dedos, o catar das conchinhas, e mais sons e mais pensamentos. Na verdade, não pensei em algo fixo. Deixei-me levar por aquela calma que só o mar e a serra têm. Falando em serra, essa pessoa afetada que vos fala ausentar-se-á após o vestibular da federal. Vai para a serra, passar alguns dias, pelas contas uns dez ou menos. Vai relaxar enquanto vê o lago, sente o cheiro doce do ar puro, colhe flores e pensa sobre os acontecimentos e sensações não só do ano mas de todos os 17 já vividos. A pretensão de escrever um 'diário de bordo' é grande. Afinal, como a queria Simone, essa pessoa afetada anseia em traduzir suas sensações do mundo em palavras, postas em um livro e passadas de geração para geração. Ah, escrever. Posso não ser a melhor, ou sequer chegar a posição de 'boa', mas as vezes as palavras palpitam em minha mente. Como na última quinta-feira, quando uma carta começou a ser ditada pelas vozes e eu tive que escrevê-la, ainda que tão tarde da noite. Escrever é tão bom. Tão deliciosamente preenchedor. Escrever e ler são duas das atividades que preencheram o meu interior durante tantos anos. Livros como: Eva Luna (possível nome artístico), Sophia, Asas Partidas, Memórias de uma moça bem-comportada... estes poucos e muitos outros títulos, mudaram um pouco essa pessoa e a fizeram pensar em como escrever o próprio, como traduzir tudo aquilo que é dito pelas vozes, como traduzir o vazio e o amor que tanto lutam dentro dela. E é assim, sentada na varanda, sentindo o vento e o son agudo de uns poucos morcegos, que essa pessoa afetada pensa na serra. Ah, a doce serra... local tão mágico e tão místico. Visitar o túmulo da avó, dedicar-lhe flores e carinhos daquela que foi a MELHOR avó do mundo. Aquela que a chamava de 'neta de dois corações', que dizia ter orgulho de uma neta tão estudiosa, aquela mesma que tão fraca ficou em seus últimos dias. É assim... que ela pensa. Em chegar, ser recebida com o carinho dos parentes distantes, comer daquela comida caseira tão gostosa. Saborear o café no clima que só a serra tem, pensar na vida e escrever sobre a mesma. Afastar de tudo, fazer um verdadeiro retiro espiritual, tentar acalmar-se e reorganizar todos os fatos, traçar metas e planos, recarregar para o ano que logo, logo virá. Tantas coisas novas, tantos desafios, toda uma vida a ser construída e vivida. É preciso pensar muito, pensar sobre o hoje e ontem, esquecer de uma vez aquelas pessoas que tanto machucaram-me. Lembrar daquelas que andei esquecendo e tantas outras coisas.Sabem, agora não tenho mais vontade de parar de escrever. Vontade de deixar meus dedos tomarem conta de mim e dançarem no teclado. Falando em dança, o espetáculo está próximo. Está ficando lindo e a cada novo ensaio meu coração se enche com algo tão puro e belo que um sorriso brota em meu rosto. Dançaremos dança indiana! E também a dança do ventre clássica. Contaremos a história dos ciganos, como os mesmos se dispersaram da índia e vieram parar aqui, no nordeste. Mais uma vez meu coração palpitará forte, não conseguirei comer direito... e esse ano é especial, sabem? Entre tantos na plateia, um a quem meu coração pertence estará e isso me faz querer dançar da forma mais bela e sublime.E é assim... sem querer terminar, que eu termino esse post. Vou ouvir mais músicas, pensar em textos, lembrar de fatos. Ou apenas me distrair jogando Popmundo. Uma boa noite, bom feriado.
Esse feriado tem sido, de certa forma, um pequeno processo de cura. Relaxamento. Sem me importar com amanhã ou depois, apenas sentindo a brisa que mar trás e deixando os pensamentos correrem assim... soltos,livres. Não tenho muito o que falar, apenas calma de espírito, risadas, bobagens. Um feliz dia das crianças para todos vocês :D
Hoje vai ser assim. Cheio de posts. De repente eu estou com crise de palavras. Sim, elas começam a brotar na minha mente e querem ser faladas ou escritas. Vão se empilhando, formando longas sentenças, histórias, conversas. Preciso colocá-las aquir, deixá-las tomar forma, vida e tudo o mais. Mas as vezes elas simplesmente param, e eu fico lá, sozinha e toda estranha.
Falando em escrever, uma atividade que tem tomado meu pouco tempo livre é escrever (Ooohhh!), na verdade escrever cartas. Sim, daquelas feitas com papel bonito e letra redonda, colocadas em um envelope e mandadas para algum lugar. Gosto de escrevê-las, caprichar na letra e escrever algo bobo e singelo. Tenho escrito-as para duas pessoas. Uma é o meu namorado, que acho que todo mundo já sacou que ele não mora na mesma cidade que eu. A outra é para uma amiga que o tempo não conseguiu levar. Conhecemo-nos pela internet e infelizmente é nela que a amizade continua, mas isso não a fez diminuir. Trocamos cartas e dividimos segredos e comentários sobre nossa rotina. Acreditem, poucas coisas no mundo são tão emocionantes como receber cartas. Abrí-las, lê-las, perceber a emoção. Ou será que vocês nunca ouviram falar na ciência que decifra caligrafias? Já ouviram falar em Linguística Forense? São coisas como essas que tornam as cartas mais emocionantes ainda. Sei que na era da informática e praticidade, escrever uma carta é algo penoso e chato. Mas tentem fazer isso, mesmo que para a pessoa do lado. Afinal, por mais que sejamos modernos acho que nunca deixaremos de gostar dessas coisinhas "velhas" que aquecem o coração.
Escrevam cartas crianças.
Mais uma vez tenho que terminar aqui, as vozes na minha cabeça silenciaram... hmmm acho que estou com fome.
Acho que todo mundo já está cansado de saber que eu me encaixo nessa classe de sofredores e frustrados (vide ENEM) do nosso Brasil Baronil (ok de onde eu tirei isso?). Confesso ultimamente ter deixado de lado os estudos. Sei lá, as vezes as horas que deixamos de estudar são mais válidas do que aquelas em que estudamos. O vestibular é daqui a dois meses mas não se preucupem. Após o feriado esta pessoa afetada irá se transformar em uma verdadeira book warm . Não poderia ser diferente. Apesar da fama que o curso de Biologia tem de ser fácil de entrar... não devemos contar com a sorte, se contássemos o ENEM não teria sido anulado.
Falando nisso...
Só poderia ser no Brasil mesmo. O MEC do nada decide que o ENEM será o novo vestibular, federais aceitam, professores correm para dar o conteúdo a tempo, alunos tentam se atualizar e se conter para não fazer uma redação que fira (é assim que conjuga?) os direitos humanos e blá blá blá. Aí chega na ante-véspera (foda-se a nova ortografia) pra CANCELAR? Porque algum idiota roubou a prova? E pior, ler a prova e perceber que a mesma contém ERROS! Claro que é humano errar, mas em uma prova que deveria ser o novo vestibular, deveria filtrar excelentes alunos e outros blá, isso é INADMISSÍVEL! Podem ter certeza o quão frustrada fiquei. E olha que o ENEM para mim só conta como última nota no boletim, mas eu fico pensando naqueles outros alunos, os que receberam a notícia em julho ou agosto e tiveram que correr atrás do tempo! Ridículo. Não há outra palavra para descrever não só essa situação mas como a situação da educação em geral. Maaas fazer o que, mantendo as pessoas burras é muito mais fácil de controlá-las.
Pronto, vomitei tudo o que queria.
Voltando à programação normal...
Projetos e mais projetos fervilham nesta mente atormentada. Um scrap book para fechar com chave de ouro mais uma fase que termina, uma viagem com os amigos, o namorado vir me ver dançar no teatro e é claro, passar no vestibular.
Espero que eu possa terminar bem todos esses projetos (sou humilde tá?), podem ter certeza de que essa pesssoa atormentada vai melhorar e muito, mas acho que melhorar mesmo e de verdade... só com umas balinhas controladas que vendem lá na farmácia.
Sabem, apesar do teor melancólico, suicida e hiper-triste dos meus posts, a maioria das pessoas me conhece como uma pessoa engraçada. Mas acho que não sou lá muito boa para pôr isso no papel, sou mais daquelas comediantes que usam expressões (troco muito rápido e modifico tom de voz), pensei em colocar um vídeo, mas odeio me ver na telinha...
Vamos terminar por aqui antes que a coesão do texto se perca em ironia tautônica =P
E de repente meu coração se enche de um sentimento feliz. Não daqueles que nos fazem gargalhar, mas daquele sentimento que nos enche, uma ternura boba e uma felicidade medida. Uma música e um poema me deixaram assim. Tudo o que quero agora é aproveitar essa coisa boba no meu peito. Esquecer dar dor e tristeza e me entregar ao momento. Tenho meditado sobre minha vida, minhas escolhas e as mudanças. Tenho 17 anos e o saldo da minha vida é o seguinte: por algum tempo tive as melhores notas, mas com alguns problemas elas foram diminuindo e hoje sou apenas uma aluna mediana. Apaixonei-me intensamente por duas pessoas, a primeira me magoou muito mas eu estava impressionada demais para perceber. A segunda cuida perfeitamente de mim e acho que na verdade eu sempre a amei, mesmo quando a primeira fazia parte do meu coração. Conquistei bobagens que para mim são grandes passos. Conquistei amizades que serão eternas ainda que a distância. Não tenho filhos, não sou casada. Sou dançarina e quando subo no palco me transformo. A pessoa afetada que vos fala dá lugar a uma mulher, simples assim. Ainda tenho sérios problemas com o espelho, ainda não me reconheço completamente. Estou apaixonada, profundamente e dolorosamente apaixonada. Acho que se eu continuar não será um saldo e sim uma rotina. E falando nela, esse final de semana com certeza esteve fora. Começou numa sexta a noite e um barzinho com amigas. Conversas, risadas, planos, saudades. Uma noite que fazia falta. No sábado mais uma saída, um evento de caridade, ver minha professora dançar, admirá-la, passar um tempo precioso com meu pai e é claro fazer comentários bobos sobre as pessoas vestidas com péssimo gosto. O domingo de manhã foi regado com uma aula-show de história, músicas engraçadas e um exemplo a seguir. Um professor cuja sala de aula é no teatro. Domingo a noite? Voltar ao teatro, ver a história de Salomé, sentir a magia que está dentro daquele local. Posso dizer que fui feliz. O ENEM é nesse final de semana, me sinto apreensiva mas acho que não me sairei tão ruim assim. O vestibular está cada vez mais perto. Será que essa pessoa será uma universitária ano que vem? Bem... só esperando os dias passarem para ter certeza. Sei que meus posts andam longos e de certa forma melancólicos. Mas ultimamente eu tenho tido a necessidade de por para fora tudo aquilo antes compactado, dolorido. Não ligo para a quantidade de comentários recebidos ou se vou ficar popular. De repente eu só quero traduzir em palavras os meus sentimentos. Falar, falar até que as palavras parem de surgir. Estou boba, ouvindo música romântica, com vontade de dançar juntinho. Estou feliz pelo desânimo completo ter dado uma trégua. Acho que estou pronta para admitir que sou doente e que preciso me tratar. Já deixei que minha doença afetasse demais a minha vida... mas vamos com calma, vamos aproveitar os lírios e o céu, vamos sentar e observar o mar e quem sabe perceber que tudo vai passar... tudo, tudo passa...
~ Poema:
i carry your heart with me
i carry your heart with me(i carry it in my heart)i am never without it(anywhere i go you go,my dear; and whatever is done by only me is your doing,my darling) i fear no fate(for you are my fate,my sweet)i want no world(for beautiful you are my world,my true) and it's you are whatever a moon has always meant and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows (here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life;which grows higher than the soul can hope or mind can hide) and this is the wonder that's keeping the stars apart
Faltam seis horas para o domingo acabar. Seis horas que irão e trarão mais uma segunda, que trará mais uma semana que por sua vez trará mais e mais coisas. Meus braços doem, tendinite* a vista, meu pescoço e meu ombro incomodam. Estou agoniada, agoniada pelas coisas que deixei de estudar e por todas aquelas que deixarei. Agoniada por não ter feito nada divertido, agoniada por meu peixinho betta que está triste e descolorido, além de estar levemente inchado. Agoniada pelo meu pai que não quis ir comer comida chinesa por estar triste. Agoniada por mim mesma e pela saudade que sinto 'daquela' semana em que o tempo passou tão devagar em alguns momentos, fazendo-os perfeitos, e voltou a correr em velocidade enorme.
Pensando em como eu posso ser tão egoísta e as vezes tão sem amor para com os outros, pensando nas pessoas que sentem tanto a minha falta e eu... passo o dia sem pensar nelas. Pensando naquela menina que encaro todos os dias no espelho, com olheiras cada vez mais acentuadas, o cabelo em tons alaranjados que só um mago da tintura, mais e mais gorda ao passar dos dias (dança do ventre? ha! dança da pança meus senhores). Aquela menina estranha. Que estremece quando se lembra de coisas que gostaria de esquecer, assustando as pessoas ao redor. Aquela que fala e fala, e diverte-se em fazer os outros darem gargalhadas. Gosta de animar aquela aula chata e fazer todos rirem mais. Mesmo sabendo que no fundo eles acham-na deveras estranha e com tons de sociopata. Aquela menina que se sente desolada por ninguém querer manter conversas mais profundas com ela, dando a impressão que esta só serve para fazer rir e não para ajudar. Aí dá vontade de parar de falar. Calar a boca mesmo, pois quando ela se anima começa a falar e não pára. Não pára e acaba falando coisas que não devia, coisas dela. E então se sente vazia, e vai para casa pensando em não mais voltar para lá, querendo mudar de colégio novamente para poder matutar sozinha seus pensamentos e rir com eles quando esses são alegres. Mas não dá, afinal este é o último ano do Ensino Médio. Próximo ano ela tem que ir para a faculdade, ganhar um diploma e ser alguém na vida. Ir para lá e fingir que está tudo bem, que ela está preparada e é madura o bastante. Quando na verdade ela gostaria de se esquecer e estudar coisas mais profundas do que as assíntotas de uma parábola ou que duas retas não se encontram, ou se encontram visualmente no infinito. Ela quer estudar artes e conhecer cada estilo de pintura, deliciar-se com a boa música e entendê-la em todos os seus acordes, absorver tudo que o mundo pode lhe dar, pegá-lo com uma mão só e transformá-lo em parte de seu corpo. Quer viver intensamente, tão intensamente que não se importaria de ir embora um pouco mais cedo, desde que fosse no momento certo.
Deve ser por isso que ela quer biologia. Assim ela poderá estudar desde o grão mais simples até a química cerebral mais complicada e desafiadora, que por um acaso é a área em que ela pretende atuar. Mas a melhor parte de todas é que quando tudo estiver cinza e cansativo, tudo poderá ser jogado e poderá ser trocado pelo estudo dos animais, por um lugar junto ao IBAMA para proteger os bichinhos que matamos todos os dias. E ainda sim se ela cansar desses bichinhos, poderá estudar as plantas, criar a partir de cruzamentos novas e coloridas variedades. E mesmo se nada disso a satisfizer, poderá ser professora e ensinar algo mais além do óbvio. Ser como os seus professores/ídolos e ensinar não só que o cálcio participa da formação dos ossos e dentes na forma de carbonato ou que se um casal de olhos azuis tiver filhos, estes terão obrigatoriamente olhos azuis.
Ensinar que existem provas mais difíceis do que um vestibular e que para essas não existe nota, ensinar que vale a pena esperar pelo beijo perfeito de alguém amado, que vale a pena abraçar o seu pai quando ele menos espera, pois quando você menos esperar ele terá ido embora. Vale a pena sentar no colo da sua mãe porque nenhum outro colo jamais será tão acolhedor, tão bom de deitar. Vale a pena cultivar boas amizades, cuidar daqueles que as vezes mesmo sem falar nos pedem ajuda. Ensinar que existem coisas além de boas roupas e a balada perfeita, existe o mar. Aproveitar para dizer que precisamos cuidar do nosso mundo senão não teremos mais nada. Dizer assim, só de passagem, que talvez o melhor orgasmo seja aquele onde os dois se amam e não aquele onde os dois estão apenas com um tesão de doer os ossos, dizer enfim que tudo, tudo na vida passa. Mas as palavras de ódio e rancor que jogamos ao vento ficam e reveberam na mente das pessoas que magoamos. Dizer mais baixinho ainda que para cada coração quebrado há um preço a ser pago... e não são todos que podem pagá-lo com uma simples taxa.
Talvez ela não seja a maior e melhor, mas tudo o que ela quer é ser algo ou alguém. Ser aquele alguém para uma pessoa. Sim, ser aquela pessoa que alegra e que desperta o melhor sentimento do mundo, cuidar de quem precisa e abraçar quem menos espera. Ela quer poder andar descalça na areia da praia saboreando o vento em seus cabelos, catar conchinhas e brincar de fazer figuras na areia. Acordar sem se importar tanto com a imagem refletida no espelho, deixar-se despentear.
Talvez ser poeta seja um destino. Mas jamais escreveria versos tão bonitos como 'Ternura' de Vinícius de Moraes, nada tão cativador como 'eu te peço perdão por te amar de repente/ embora meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos' ou dizer que 'aqueles que mais sabem, mais sofrem com a realidade fatal' como Byron dizia. E é verdade, o saber traz a dor de conhecer o desconhecido para muitos e não poder fazer nada sobre isso, nada além de tentar advertir sobre os males que estão na próxima curva.
Mas a verdade mesmo... aquela verdade oculta para o mundo... ela gostaria de ter nascido em uma época menos futil, menos sem conteúdo. Quem dera ter nascido a tempo para curtir o Woodstock, poder cantar as músicas da época, poder dizer que esteve lá e dizer que os 70s foram uma época mais simples e mais intensa.
Talvez eu nem lembre como comecei o post, mas eu precisava tirar algumas palavras de mim. Jogá-las ao vento e ver o que acontece, digitar e digitar sem pensar se estou seguindo a nova reforma ortográfica ou se estou fazendo um texto coeso. Eu tinha escrito tudo isso uma vez antes de fechar a página acidentalmente. Em outros tempos teria desistido, mas não hoje, eu tive que escrever tudo isso, tentar, agir e acima de tudo arriscar.
E que venha a segunda.
* É assim que escreve?
Música que toca na minha cabeça quando menos espero
Já ouvir falar dessa sensação. Sim, aquela sensação estranha de quando temos medo, estamos nervosos ou apaixonados. A minha foi por estar apaixonada. Pois é? Lembram do pedido ao Papai Noel ? Realizou-se! Sim, sim. Essas lindas mãozinhas que enfeitam o post me abraçaram, brincaram com meus cabelos e rosto. E até agora eu estou incrédula. Após tantos anos sim disse anos eu o encontrei. Nos encontramos. Foi como eu sempre imaginei que seria só que mais divertido. Não sei exatamente o que dizer. Apenas que meu estômago foi inundado de borboletas quando sai do elevador e o vi sentado me esperando. Foi e será perfeito (ficaremos juntos por mais um dia). E quem sabe, esta pessoa afetada que vos fala volte aos eixos. Porque sabe como é, todo mundo precisa de algo ou alguém para dar aquela injeção de felicidade.
E assim, foram passando os dias, os meses,passou-se até um ano, e aquele sentimento pequeno que chegou em um momento pra lá de estranho só ia crescendo cada vez mais, alimentada por essas duas pessoas, dois desconhecidos. E a parte mais louca da história? Eles nunca haviam se visto antes, até hoje eles nunca se viram. Mas de repente aquilo foi mudando, coisas aconteceram com ambos e os deixaram tristes, estranhamente não havia mais a mesma comunicação, o amor ainda era tão forte como no início, mas de alguma forma as conversas não eram mais tão longas e tão cheias de detalhes, e o rapaz começou a ficar ausente por muito tempo. A comunicação entre esses dois seres se tornou tão estranha, que esse rapaz certa vez disse a amiga da menina, que era preciso dela para que ele pudesse entender sua amada, ele disse que tinha dúvidas de que ela realmente gostasse de vê-lo, e isso foi crescendo. Mas mal ele sabia, que esse desejo de ser visto, nasceu desde a primeira conversa... Não, o amor não foi diminuindo, ele apenas ficou... estranho. Claro, haviam momentos muito felizes, lindas palavras, sonhos, planos, todo um futuro pela frente. Até mesmo essa menina que jamais se imaginou casada, sendo feliz ao lado de alguém, passou a imaginar-se em todas essas situações. Mas como eu disse, as coisas foram piorando. Foi neste ano, que elas tomaram um rumo triste. Este rapaz, queria partir, mas não da vida dela, mas da sua própria. E o que ele não sabia, é que ela também queria, há muito tempo... ela queria tirar férias de si mesma, só não o tinha feito por causa das suas duas únicas razões de viver, essas duas pessoas. Essa menina, se sentia patética, ainda vivia em uma farsa e muitos acontecimentos haviam deixado-a assim... Mas ela teve mais vontade de ir quando ele disse isso a ela, quando ela leu, seu coração se partiu, e lágrimas brotaram, ela simplesmente não poderia acreditar que tudo aquilo havia tomado o rumo que tomou, ela queria impedí-lo, por amá-lo demais. Mas ele estava tão confuso quanto ela estava, e continuava com essa idéia. Ela pediu que ele não partisse, que ele ficasse mesmo que isso representa-se a sua separação. Essa menina, hoje, agora neste momento, não sabe que rumos tomar, ela não sabe o que irá acontecer e tem muito medo do seu futuro, tudo que ela queria era ser amada da forma que estava sendo, e agora ela já não tinha mais tanta clareza. Ela começou a achar que tinha algo errado com ela, que ela não conseguia fazer alguém feliz. Essa menina ama tanto este rapaz, que poderia morrer por ele, para ser sincera, é esta a razão pela qual ela tinha certeza que o amava, porque certa vez uma freira lhe disse que o amor verdadeiro estava não nos beijos e em palavras românticas, o amor verdadeiro era a vontade de morrer pela pessoa amada, de dar a própria vida por quem se ama. Ela estava disposta a isso, ela ainda está. Mesmo que nada dê certo para ela, ela vai esperá-lo pacientemente, como uma criança que espera ansiosa o nascer do sol. Ela o ama, e seria capaz de morrer por ele.
Este é um conto antigo, se é que pode chamar de conto, que estava em meu outro blog. Escrevi ouvindo a música Linger - The Cramberries, simplesmente achei que se encaixava. Espero que gostem.
A propósito, o vídeo não é tão legal assim... mas tem a música... então :D
Naquele ano, ela passava por transformações, sim, ainda haviam resquícios de sua "pop vida", mas ela sabia que de alguma forma já não era mais necessário, toda aquela farsa ou pelo menos uma boa parte dela, já poderia ser terminada, a maquilagem e as presilhas já poderiam dar lugar a um rosto limpo e um cabelo meio bagunçado. Uma pessoa, que ela conheceu bem no começo do ano, ensinou-a como ser ela mesma, e que se aceitar era bem melhor, mas essa história não vai contar a jornada dessas duas pessoas, contará a jornada da menina "pop" e um alguém, tão especial quanto o primeiro, mas que ela só conheceu no meio do ano.
Mas para entender essa história, é preciso ver todo o começo dela, como quando você quer entender algo e procura as suas raízes, essa história para muitos pode ser uma história de amor,para outros, apenas uma história triste.
Essa menina, a menina "pop" do começo da história, em suas grandes transformações, descobriu que de alguma forma, ela estava muito sozinha, então decidiu fazer o que todos fazem quando descobrem isso: ir a procura de alguém. Essa menina estava tão cheia de coisas na cabeça que mesmo sabendo das consequências de sua escolha, decidiu se jogar, a primeira pessoa que ela fez realmente não foi a sua melhor escolha. Ele também era um rapaz "pop", cheio de frases e com certeza do que chamamos de "lábia", ele prometia a ela mundos e fundos, mas de alguma forma ela sabia que nada disso acabaria bem, mas mesmo assim continuou. A pessoa que ela conheceu no começo do ano tentou impedí-la, mas ao mesmo tempo que essa primeira escolha acabava começava outra. Este outro rapaz, não era tão pop assim, mas tinha as mesmas frases e a lábia, mas havia algo de diferente nele, esse rapaz apesar de um pouco mais velho, chamava-a de "princesa", quase todos os dias acordava-a com uma mensagem, dizendo o quando ela era linda, esse rapaz realmente a amava e se preucupava com os mínimos detalhes, preucupava-se até se os seus pais iriam aceitá-los. Mas ela estava confusa, afinal a primeira escolha que ela havia feito, esperava uma resposta, ela sabia qual era mas não tinha coragem de dá-la. A segunda escolha, o amável rapaz, achava que estava sendo enganado pela menina, mas ela dizia que quem ela enganava, era a sua primeira escolha. E nesse turbilhão de coisas, emoções e acontecimentos, ela decidiu fugir por alguns segundos... nesse dia, ela decidiu utilizar-se do seu mais antigo truque para "fugir", entrou em uma conta diferente. E foi quando ela conheceu o rapaz, que faz parte desta jornada, conheceu assim sem mais nem menos e posso garantir-lhes de que ela gostou. Não, ela não estava apaixonada, ela simplesmente gostava de conversar com ele, um rapaz tão legal e simpático que sempre que ele saía, ela ficava pensando como seria a nova conversa, fica tentando imaginar, como um rapaz tão legal foi parar em sua lista, se ela nem se lembrava de adcioná-lo. Bem, e essa vontade de conversar aumentou, como tinha de ser. E logo, ela já havia lhe dado o seu telefone, eles conversavam como quem se conhece a tempos, de uma forma tão simples mais ao mesmo tempo tão completa, que não haveria explicação plausível para tal. Mas enquanto isso, as duas primeiras escolhas a esperavam, pacientemente pela sua resposta. A segunda escolha era a que mais desejava, acreditem esta era tão persistente que queria buscá-la no colégio, e passar pelo menos uma tarde com ela. Mas essa menina, ela estava cansada disso, tinha medo de magoá-los, mas mal sabia que o silêncio, apenas exaltava os nervos de todos. E foi quando, em uma de suas saborosas conversas com este rapaz, ela lhe fez a seguinte pergunta:"Seus amigos irão rir de você quando disser para eles que gosta de uma menina de 13 anos." E ele respondeu:"Não quando eu disser que amo uma menina de treze anos." E foi assim, nada mais precisava ser dito, para falar a verdade, as palavras ditas foram apenas uma confirmação do que já era fato. E foi assim. Mas não, este não é o fim da história, seria fácil demais, não é? As duas primeiras escolhas, cansaram de esperar, a segunda escolha passou de amor a ódio, em relação a menina, disse-lhe que era para ela ter dito antes, que ele gastava o dinheiro dele com ela, e tudo que ele queria era uma tarde, uma tarde apenas. Podem chamar esta menina de louca, as vezes até eu acho que ela é louca. Como ela poderia trocar duas escolhas em sua cidade, tão próximas a ela, por uma terceira escolha que estava muito, muito longe dela? Que loucura é essa que a tomou e a fez trocar pela comodidade de alguém em sua cidade, por algo incostante e perigoso, e pior! Que poderia magoá-la pior do que jamais se magoou. Há quem diga que ela estava louca, mas, existem aqueles sonhadores que dizem que ela estava simplesmente apaixonada, e ela estava! Aquele rapaz havia entrando nos pensamentos dela e não queria sair. Até aquela primeira pessoa que ela conheceu estava gostando da idéia.
Hoje faço 17 anos. 'Que grandeza'. Não me sinto tão diferente assim, mas dizem que estou. É, essa coisa de crescer é mesmo muito engraçada. Não farei nada hoje, apenas no sábado. Prentendo ir para a pizzaria, comer e jogar guitar hero com a minha guitarra wireless (me chamem de nerd, geek, criança, não me importo, guitar hero arrasa :D). Vai ser um dia feliz e quem sabe eu filme minhas grandes habilidades como guitarrista. Pois é, nunca pensei que chegaria tão longe. É como se os anos tivessem passado e eu simplesmente estivesse ficado lá, olhando-os passar e colecionando as melhores partes. Logo estarei na faculdade, espero, e tudo vai mudar, como muitos dizem. E nem sei mais quantas mudanças virão ou se estarei pronta para elas. Por hora posso dizer que amadureci mais que a maioria da minha idade amadureceria. Porém não deixei de jogar video-games e gostar de animes. Continuo fazendo as piadas de sempre (em versão melhor) e tendo ideias absurdas sobre coisas mais loucas ainda. Continuo gostando de prever o compotamento das pessoas e estudá-las. Deixei de ter medo de injeção e do escuro, nunca deixei de gostar de ler e de me perder em um libro. Sonho com uma realidade melhor e as vezes ainda me perco nessas fantasias. Estarei sempre rindo para fazer alguém feliz e sempre abraçando quem está triste. Pois é, 17, logo 18... estou crescendo diante dos meus próprios olhos. Feliz aniversário para mim!
Só porque a música é boa, e a garota tem 17 anos. Sorte minha já ter quem me pegar para dançar =P
Adoro essas coisinhas de respostas rápidas e que sempre rendem um post gigante :D
COMPLETE: - Eu tenho: crises de choro - Eu desejo: que a distância daqui para Brasília seja de 2m - Eu odeio: não me reconhecer no espelho - Eu escuto: músicas dependendo do meu estado - Eu tenho medo de: perder minha memória - Eu não estou: super animada - Eu estou: cansada e com fome - Eu perco: muitas, muitas coisas. - Eu preciso: de um abraço e um sussurro:'tudo vai ficar bem' (de preferência no ouvido) - Me dói: lembrar de certezas coisas
SIM OU NÃO? - Tem um diário? Sim! - Gosta de cozinhar? Adoooro - Gosta de tempestades? Medo Ç_Ç - Há algum segredo que vc não tenha contado à ninguém? Sim, muitos. - Acredita no amor? Sim! - Toma banho todos os dias? Sou noiada com meu cheiro. Serve? - Quer casar? Prefiro 'juntar os trapos' - Quer ter filhos? Eeerr...
QUAL É? - A frase que mais usa no msn: Oi - Sua banda favorita: X Japan 4ever 8D - Seu maior desejo: superar essa fase (de aproximadamente 6 anos =P) - 3 Lugares estranhos em que vc transaria: em um escorregador infantil, no elevador e em um ônibus (acho que ganhei da Ju no quesito lugares cabulosos =P) OUTRAS PERGUNTAS - Signo: Gêmeos - Cor dos olhos: castanho-escuros. - Numero favorito: 13 - Dia favorito: Sexta-feira - Mês favorito: Julho - Estação do ano favorita: Inverno - Café ou chá? Café, sempre.
VOCÊ - Tem problemas de auto estima: além do que eu gostaria - Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: talvez - Iria a uma micareta: já fui. É legal rir dos bêbados. - Cuidaria de amigos bêbados: já cuidei - Dá toco sem problema nenhum: sim
NAS ULTIMAS 24HS VC: - Chorou? Sim - Ajudou alguem? Não - Ficou doente? Não - Foi ao cinema? Não - Disse “te amo”? Sim - Escreveu uma carta? Não. - Falou com alguem? Sim - Teve uma conversa séria? Não - Perdeu alguem? Não - Abraçou alguem? Siim - Brigou com algum parente? Não - Brigou com algum amigo? Não.
ALGUMA VEZ VC PODERIA: - Beijar alguem do mesmo sexo? Sim - Fazer sexo com alguem do mesmo sexo? Sim - Saltar de paraquedas? Sim, grande sonho. E bungee jumping (escreve assim) - Cantar em um karaoke? Booons tempos - Ser vegetariano? Não, sou carnívora - Se embebedar? Sim, mas não ao extremo - Roubar uma loja? Passo =P - Se maquiar em publico? Sim
Já faz meses que o computador voltou, mas a inspiração para postar aqui continua escassa. Estou passando por uma fase meio estranha, ou talvez seja só eu mesmo. Muitas coisas boas aconteceram e coisas ruins também. As melhores foram o Teatro Nacional da China, Chá Árabe, Festa de Santa Sara Kali. As ruins, logicamente, não serão comentadas. E sim, isso está parecendo mais um vez um diário ou uma receita de bolo :P Como minha insipiração para este blog está escassa, vou 'reviver' um antigo blog. Só porque sou nostálgica o bastante Ah, e essa coroa de flors aí... estava na minha cabeça na virada do ano. Olá!