sábado, 10 de janeiro de 2009

Olá 2009, aceita um vinho?


Esse post tem sido constantemente adiado. Como primeiro post do ano, teria que ser especial ou pelo menos diferente de todos já feitos aqui. Para isso, tenho escrito muito em meu diário e tentando encontrar no papel algo para tornar virtual. Não consegui encontrar ou pelo menos não pude, o bloqueio está me irritando cada vez mais.
A minha virada não foi como eu desejava e foi longe do que eu esperava. A maior parte foi chata, baixo-astral e qualquer outro adjetivo não muito feliz, já a outra foi boa e revigorante. Essa parte aconteceu lá pelas 8 da manhã quando tomava banho de mar. Não posso traduzir o que senti naquele momento, porém tenho certeza de que não foi uma fênix renascendo em mim e nem uma grande esperança de melhoras e risadas para 2009. O que senti nesse momento foi uma sutil muito diferença em meu pensamento, como uma pequena reorganização de desejos e ações. Não espero grandes conquistas ou grandes outras coisas e muito menos assisto ao fracasso que possa vir, apenas sento e faço a minha parte com calma, sem pressa, sem esperança mas sem pessimismo. Talvez fosse essa a chave para algo maior, algo oculto pela minha pressa de ter um passado divertido. Não direi que as rédeas foram tomadas como coloco todo ano no meu diário afinal elas não foram, continuo a mercê de um cavalo desconhecido e selvagem porém dessa vez eu sei onde me segurar para não cair. Espero poder tomá-las um dia e conduzir a carruagem para um lugar melhor aonde eu possa simplesmente viver.
Deixando um pouco de lado a parte séria, melancólia e talvez nostálgica, vamos aos motivos do meu título. No ano passado eu escrevi o primeiro post do ano com um título parecido. Dessa vez ofereço vinho pois ao oferecer café para 2008 acabei deixando-o ligado demais e acho que ele esqueceu o meu presente. Agora ofereço vinho para relaxar e descontrair. Uma tentativa um tanto frustrada mas fazer o quê? A gente caça com o que pode, já dizia aquela frase.
Vou colocar aqui alguns trechos que se repetiram nessa passagem:

Este começo de ano me foi um pouco chato, para não dizer nada divertido... mas, no final (ou no início?) ficou tudo bem, fui à praia, tomei banho de mar bem na virada e até pulei as famosas sete ondas mas me esqueci de fazer os sete pedidos a cada onda, é essas coisas acontecem.

Passei uma semana na casa de praia, tentando me isolar de tudo e de todos e mesmo não conseguindo completamente, deu pelo menos para relaxar a mente e pensar em coisas da minha vidinha legal. Tenho que dizer, ir para a praia de tardezinha e ver o mar agitado enquanto se está sentado na areia, é simplesmente incrível (sim, eu não fazia isso a muito).

P.S.: Não passei uma semana inteira e não pude me isolar tanto e nem relaxar. Porém fui andar na praia e pude colocar alguns pensamentos em ordem como dito no início.

Acho que por hoje é só, espero o melhor para todos!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Viva la vida

Tenho cantarolado essa música diariamente. As vezes começo a cantarolar baixinho no meio da aula, no meio do Uno quando a carta 7 acabou de ser jogada. Sei lá, ela entrou em minha mente e de repente não quer mais sair. Espero não começar a odiá-la ou simplesmente arranjar outra para tomar o seu lugar.

Geralmente quando uma música fica presa em minha mente há apenas duas maneiras para tirá-la: coreografá-la (no caso de músicas árabes, lógico.) ou aprendê-la. Pelo menos na parte da coreografia isso tem dado muito certo. Depois que danço essas músicas elas simplesmente saem da fase de cantarolar e caem naquela listinha de músicas passadas da validade. Quanto a aprendê-las, não lembro muito das vezes que essa tática surtiu efeito (ou será que simplesmente esqueci da música?). Talvez seja porque lá no fundo essa música representa algo para mim.

Eu sei, eu sei. Tá parecendo papo de doido, mas sabe o título costumava ser 'Esquizofrenia Coletiva' então... uma alucinaçãozinha ou outra não faz mal a ninguém. É que ultimamente as coisas têm saído um pouco da linha. Planos estão desmoronando como um castelo de cartas e eu sequer voltei a dançar. Acho que estou precisando de um tempo, não das férias que a pouco acabaram mas de um tempo longe de tudo e de todos. Respirar novos ares, conhecer novas pessoas e o principal: tentar ser eu mesma sem dar importância a terceiros.
Bem, enquanto esse tão sonhado momento não chega, vou continuar cantarolando Viva la vida...


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um minuto

"Somos desamparados. Nascemos e morremos sós, mesmo os gêmeos têm dois momentos de nascer e dois momentos de morrer. Ninguém nasce por nós e também não pode morrer no nosso lugar. Precisamos nos apegar a algo ou alguém para nos sentirmos seguros, para nos proteger do único evento que não podemos controlar: a finitude, a impermanência, a efemeridade da vida, o tempo, o nada. A angústia existencial e a angústia da morte geram a crise do não-saber o que virá depois e isso nos atormenta. Queremos descobrir um sentido para a vida, mas temos pouco tempo, em média pouco mais de 70 anos de vida. E nos perguntamos: para onde vamos depois?"
Prof. Aroldo






Falta um minuto para 2009 e as palavras acima servem para explicar a sensação de vazio nessa época do ano. Não sei onde estarei nesse exato momento (ou só agora deu para perceber que este é um post programado?) só espero que eu esteja alegre com o rumo das coisas ou esperançosa por mais um ano. Enquanto escrevo esse post escuto 'Tempo perdido' - Legião Urbana tenho escutado muito essa música, na verdade repetidamente. O motivo para tal é a sensação de não ter feito este ano valer a pena, não ter feito nada realmente emocionante e não ter construído uma história legal para contar depois. Afinal, não é todo dia que você tem 16 anos e eu só terei essa idade até o dia 2 de junho de 2009. Por isso a minha preucupação com esse momento crucial.

Pensando nele eu cortei os meus cabelos e decidi fazer algo diferente. Como todos os anos eu decidi tentar mudar um pouco essa minha rotina emocional, a diferença é que eu não vou forçar a barra, não vou criar uma lista que não seguirei eu só vou tentar. A única certeza é: eu quero tomar banho de mar. Sei que nem todo mundo acredita nessas coisas mas, como esotérica que sou, tomar banho de mar na virada é essencial. Talvez seja por causa dessa moça abaixo que com certeza estará no meu altar (outra coisinha para o ano que vem).







Iemanjá, a rainha dos mares


Ah, falando em altar outras imagens que também estarão:


Sara Kali, a padroeira dos ciganos


Sarasvati, deusa hindu das artes


Shiva, o destruirdo e aquele que renova

Com certeza terei mais, ainda falta Vishnu, Parvati e tantos outros cujo nome eu não me lembro. Quando este altar ficar pronto colocarei uma foto dele aqui (alguém quer contribuir com estatuetas?).
Bem... provavelmente já deve ter passado o minuto restante do ano, a última gotinha de uma taça de conteúdo amargo e levemente doce, pelo menos para mim, espero que 2009 me traga mais alegrias ou que eu possa correr atrás delas.
Feliz 2009

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sobre a serra

Como sempre foi revigorante. Afinal, nada melhor do que uma boa queda de temperatura para animar o corpo. Cliquei muitas coisas com a minha câmera e em breve elas estarão disponíveis aqui além de vídeos que fiz de apresentações natalinas e da viagem em si.
Amanhã às 4 da madrugada estarei retornando para a minha cidade, será uma longa viagem de 12 horas então é imaginável o meu estado ao chegar.
Mais detalhes quando eu estiver em meu pc.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sobre o Natal


Foi normal, dancei com o véu. Hoje na hora do almoço me fizeram dançar novamente e eu estava irritada, ou seja, é possível imaginar a minha performance.

Espero que tenha sido mais animado para todo mundo. Amanhã eu vou para a serra, espero poder me divertir e fazer coisas novas. Vou colocar aqui a letra de uma música que tenho ouvido e muito e que tem feito a minha mente divagar bastante também:


Tempo Perdido
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Todos os dias quando acordo

Não tenho mais

O tempo que passou

Mas tenho muito tempo

Temos todo o tempo do mundo...

Todos os dias

Antes de dormir

Lembro e esqueço

Como foi o dia

Sempre em frente

Não temos tempo a perder...

Nosso suor sagrado

É bem mais belo

Que esse sangue amargo

E tão sério

E Selvagem!

Selvagem!

Selvagem!...

Veja o sol

Dessa manhã tão cinza

A tempestade que chega

É da cor dos teus olhos

Castanhos...

Então me abraça forte

E diz mais uma vez

Que já estamos

Distantes de tudo

Temos nosso próprio tempo

Temos nosso próprio tempo

Temos nosso próprio tempo...

Não tenho medo do escuro

Mas deixe as luzes

Acesas agora

O que foi escondido

É o que se escondeu

E o que foi prometido

Ninguém prometeu

Nem foi tempo perdido

Somos tão jovens...

Tão Jovens! Tão Jovens!...


Feliz Natal Hohoho

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Diário de bordo

A viagem tem sido como todas as vezes que eu venho para Fortaleza. Compras e mais compras. Confesso que gostaria de estar mais alegre com as minhas aquisições, eu não estou chateada nem nada mas realmente estava esperando por uma grande dose de bom humor (acho que sou uma das únicas mulheres que consegue não ficar super animada com compras).
Fora isso não tenho feito nada de diferente ou chamativo só espero que amanhã não seja tão ruim (minha "apresentação natalina").
Por enquanto é só.
Boa noite